História, importância religiosa, geografia e informação prática para visitantes
Medina é a segunda cidade mais sagrada do islão, depois de Meca. É para onde o profeta Maomé emigrou em 622 d.C., onde está sepultado, e onde se situa Masjid an-Nabawi (a Mesquita do Profeta). Fica na região do Hejaz, no oeste da Arábia Saudita, cerca de 340–400 km a norte de Meca, e é uma paragem comum para quem realiza o Hajj ou a Umrah, além de destino de ziyarah — uma visita devocional não obrigatória.
Medina situa-se na região do Hejaz, no oeste da Arábia Saudita, a uma altitude de cerca de 620 m, com o Monte Uhud — o pico mais alto nas suas imediações, a cerca de 1077 m — visível mesmo a norte da cidade. Está ligada a Meca e Jeddah pelo comboio de alta velocidade Haramain, que percorre o trajeto Medina–Meca em menos de três horas.
| Factos rápidos | |
|---|---|
| Região | Província de Medina, Hejaz, Arábia Saudita |
| Altitude | ≈ 620 m acima do nível do mar |
| Distância de Meca | ≈ 340–400 km por estrada; menos de 3 horas pelo comboio Haramain |
| Aeroporto mais próximo | Aeroporto Internacional Príncipe Mohammad bin Abdulaziz |
| Marco próximo notável | Monte Uhud (≈ 1077 m), mesmo a norte da cidade |
Medina é central na história islâmica por ser a cidade para onde o profeta Maomé emigrou vindo de Meca em 622 d.C. — um acontecimento conhecido como a Hégira, que marca o ano um do calendário islâmico. Entende-se que, à chegada, estabeleceu a Constituição de Medina, um acordo que regia as relações entre as diferentes comunidades da cidade. Masjid an-Nabawi, a mesquita que fundou, contém o seu local de sepultamento, razão pela qual muitos muçulmanos realizam a ziyarah — uma visita devocional à mesquita — enquanto estão na região; a ziyarah é uma questão de prática religiosa e devoção pessoal, não um dos ritos obrigatórios do Hajj ou da Umrah.
Antes do islão, o povoado era conhecido como Yathrib e estava habitado desde pelo menos o século IX a.C., sendo ao longo do tempo lar de tribos judaicas e das tribos árabes de Aws e Khazraj. Após a Hégira, em 622 d.C., a cidade tornou-se capital da primeira comunidade muçulmana e, mais tarde, do califado Rashidun, até que o califa Ali transferiu a capital para Cufa. Duas batalhas importantes nos primeiros tempos, a de Uhud (625 d.C.) e a do Fosso (627 d.C.), tiveram lugar nas imediações da cidade. O controlo político passou depois pelos domínios omíada, abássida, mameluco e otomano, antes de Medina ficar sob controlo saudita em dezembro de 1925. Como em qualquer resumo histórico, números de fonte única devem ser tratados como aproximados salvo quando corroborados por uma fonte oficial atual.
| Período | Acontecimento |
|---|---|
| Era pré-islâmica | Conhecida como Yathrib; habitada desde pelo menos o século IX a.C. por tribos judaicas e árabes. |
| 622 d.C. | A Hégira: o profeta Maomé e os seus seguidores emigram de Meca para Yathrib, que passa a ser conhecida como Medina. |
| 625 d.C. | A Batalha de Uhud é travada perto da cidade, junto ao Monte Uhud. |
| 627 d.C. | A Batalha do Fosso é travada em defesa da cidade. |
| 632–661 d.C. | Medina serve como capital da primeira comunidade muçulmana e do califado Rashidun. |
| Séculos VII–XX | O controlo político passa pelos domínios omíada, abássida, mameluco e otomano. |
| 5 de dezembro de 1925 | Medina fica sob o controlo do que viria a tornar-se o Reino da Arábia Saudita (1932). |
| Anos 1950–presente | Sucessivas ampliações em grande escala de Masjid an-Nabawi para acolher um número crescente de visitantes. |
Medina é servida pelo Aeroporto Internacional Príncipe Mohammad bin Abdulaziz, e pelo comboio de alta velocidade Haramain, que a liga a Jeddah e Meca. Dentro da cidade, táxis, aplicações de transporte e autocarros de ligação servem os hotéis e a área em torno da mesquita.
Ao contrário de Meca, a cidade de Medina no seu conjunto está aberta a não muçulmanos — os seus hotéis, restaurantes, zonas comerciais, museus e muitos locais culturais podem ser visitados por qualquer pessoa. O que permanece restrito a muçulmanos é a zona central do Haram, imediatamente à volta de Masjid an-Nabawi; não é permitida a entrada de não muçulmanos na mesquita ou no seu recinto interior, embora o limite esteja assinalado em mapas e sinalética na cidade. Esta distinção — cidade aberta, recinto da mesquita restrito — é diferente de Meca, onde toda a cidade está fechada a não muçulmanos, e os viajantes não devem presumir que as duas regras são iguais.
Sim, com um limite específico. Os não muçulmanos podem visitar a própria cidade de Medina, incluindo os seus hotéis, comércios e muitos locais culturais. O que está restrito é a zona do Haram imediatamente à volta de Masjid an-Nabawi — não é permitida a entrada de não muçulmanos na mesquita ou no seu recinto interior. Isto é diferente de Meca, onde toda a cidade está fechada a não muçulmanos.
A ziyarah é uma visita devocional a Masjid an-Nabawi e ao local de sepultamento do Profeta. É uma questão de prática religiosa, não um dos ritos obrigatórios do Hajj ou da Umrah, e muitos peregrinos optam por combiná-la com a sua viagem sem que seja um requisito formal de nenhuma das duas peregrinações.
Cerca de 340–400 km por estrada, consoante a rota, ou menos de três horas pelo comboio de alta velocidade Haramain.
O Aeroporto Internacional Príncipe Mohammad bin Abdulaziz serve diretamente a cidade.
Conteúdo verificado em: 23 de setembro de 2026
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